44-JAN FEV MAR 2010
 



Segurança dos elevadores é coisa séria
Por Adriana Baffa

No início de novembro de 2009, uma notícia chamou a atenção de muita gente: uma mulher morreu ao cair no poço do elevador do prédio do Ministério da Fazenda, no Centro do Rio. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a vítima teria caído de uma altura de, aproximadamente, 11 metros, já que ao abrir a porta do elevador no quarto andar a cabina não estava lá. Segundo fontes do Ministério da Fazenda, o acidente ocorreu em um elevador que se encontrava em manutenção preventiva e corretiva, sob responsabilidade da empresa contratada para realizar o serviço nos elevadores do edifício. Uma sindicância foi aberta para investigar o caso.

Preocupado com a segurança e para que um acidente como esse não ocorra em seu prédio, o síndico do Condomínio Acauã, em Ipanema, André Castelo Branco, realiza manutenção mensal nos dois elevadores. “A questão da manutenção de elevadores normalmente é um assunto que pouca gente entende. Então acaba fugindo do controle do síndico o que é realmente necessário trocar. Como eu não entendo esse assunto, fica difícil argumentar se a substituição de uma peça é necessária ou não. Na dúvida, temos que pensar na segurança dos usuários e efetuar as trocas recomendadas pela empresa que atende ao condomínio”, avalia.

Do lado do fabricante, Marcelo Dellano, gerente regional Rio de Janeiro da Atlas Schindler, reforça que é necessário manter o contrato de manutenção preventiva de preferência com o fabricante, já que este conhece profundamente a tecnologia do produto (ver boxe). Segundo ele, a conservação deve ser feita mensalmente: “A manutenção mensal é mantida mesmo nas cidades em que não existe uma lei que Se você ficar preso em meio à fumaça respire pelo nariz, em rápidas inalações. Se possível, molhe um pano ou toalha e utilize-o como uma máscara. Procure rastejar para a saída, pois o ar é sempre melhor junto ao chão; rege essa periodicidade. Nessas inspeções são feitas verificações de itens responsáveis pela segurança dos usuários e pela funcionalidade do equipamento”, diz.

Para Marcelo Lemos, diretor comercial da Sete Servic Elevadores, a melhor forma de manter a segurança é respeitar a legislação e as normas técnicas vigentes no mercado, o contrato de conservação e manutenção do elevador com a empresa devidamente registrada e habilitada pelos órgãos competentes (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Crea, e a Gerência de Engenharia Mecânica, GEM), com estrutura para atendimento 24 horas. Outro item importante, segundo ele, é a implantação da cultura do “uso correto do elevador” pela população do condomínio. “É preciso verificar se a empresa responsável pela conservação possui informativos educativos e se oferece palestras que esclareçam o usuário de elevador”, informa.

E em se tratando de segurança, Lemos destaca os itens que foram melhorados com o avanço da tecnologia. “Originalmente, os elevadores possuem diversos dispositivos de segurança (fechadores de portas de pavimento eletromecânicos, reguladores de velocidade, freio de emergência, barreiras eletrônicas, molas ou pistões parachoques, tapa-vista para cabina etc.). E com a evolução da legislação e das normas técnicas, houve diversas melhorias no que diz respeito à segurança: aumento do tapa-vista para cabina, corrimão de proteção sobre a cabina, obrigatoriedade de instalação de luz de emergência dentro das cabinas, proibição de utilização de portas pantográficas para elevadores novos etc.”, afirma o diretor da Sete Servic.

Uma das inovações em segurança oferecidas pela Elevadores Atlas Schindler, por exemplo, é o sistema denominado Resgate Automático. Disponível nas linhas Schindler 3100, Schindler 3300 e Schindler 5300 (elevadores sem casa de máquinas), a tecnologia mantém o funcionamento do equipamento mesmo em caso de falta de energia.“Com base em um módulo de baterias, o elevador é levado automaticamente para o pavimento mais próximo. Em seguida, a porta abre e o passageiro pode sair do elevador com segurança, mesmo em edifícios que não possuem gerador próprio. O sistemaé automático e não requer a presença de um técnico especializado ou pessoa habilitada para movimentar o equipamento”, explica Marcelo Dellan.

Crianças nos elevadores

Moradora de um prédio em Laranjeiras que prefere não se identificar, X conta que todos os dias precisa sair mais cedo
de casa para não se atrasar para o trabalho por conta de uma criança que entra no elevador e, ao descer, aperta todos os andares. “Outro dia reclamei com o porteiro e ele disse que a mãe está sempre junto e não fala nada”, conta.

A moradora diz que ao ficar presa no elevador tocou o alarme várias vezes, sem sucesso. Sem sinal no celular, gritou o que pôde para ser resgatada. Também sem ser ouvida, ela forçou a porta e conseguiu sair. “Falei com o porteiro e ele disse, com a maior cara de pau, que não fora até lá porque achou que era brincadeira de criança. Da mesma pestinha que aperta todos os andares”, exalta-se.

Segundo a Lei Municipal 2.546/97, crianças com menos de 10 anos não devem utilizar o elevador sozinhas, já que em situações de emergência elas podem ter dificuldade para pedir ajuda.“A Atlas recomenda ainda que pais e funcionários do condomínio instruam as crianças para sempre conferir, ao entrar na cabina ou sair dela, se o elevador realmente está no andar e se não há degraus”, aconselha Marcelo Dellano. Ele alerta que também é importante ensinar a elas algumas normas de bom uso do equipamento, como não apertar o botão duas vezes. “Isso não fará o elevador chegar mais rápido”, avisa.Além disso, as crianças precisam aprender que não se deve segurar a porta do elevador, já que outras pessoas podem querer usá-lo para uma emergência.

Dellano diz ainda que brincar no elevador também não é recomendado.“Não se deve mexer em interfone, alarme ou outras peças. Além da possibilidade de paralisar o equipamento, pode ocasionar a necessidade de reparos desnecessários”, esclarece. A Atlas Schindler oferece aos clientes um material educativo e lúdico destinadoàs crianças sobre o funcionamento e o uso do elevador.

 

O QUE É PRECISO FAZER PARA MANTER A EGURANÇA NOS ELEVADORES?

“Historicamente, o elevador é o meio de transporte mais seguro do mundo, afinal são milhares e milhares de elevadores locomovendo milhões de usuários 24 horas por dia”, afirma Marcelo Lemos, diretor comercial da Sete Servic Elevadores. O gerente regional da Atlas Schindler, Marcelo Dellano, dá as dicas para a segurança nos elevadores. Segundo ele, os responsáveis no condomínio pela manutenção do elevador devem zelar pela integridade física dos usuários e pela conservação do equipamento. Para isso, a Atlas Schindler sugere:

• Estabelecer um contrato de manutenção preventiva e corretiva mensal para o equipamento com uma empresa idônea e com adequada estrutura de atendimento que funcione 24 horas. Dê preferência ao fabricante que conhece profundamente a tecnologia do produto;

• Realizar a troca de peças do elevador sempre que for apontada a necessidade na manutenção mensal;

• Manter a casa de máquinas, os corredores e as escadas de acesso com boa iluminação e desobstruídos para o acesso do técnico de manutenção;

• Não permitir que moradores, funcionários ou terceiros tenham acesso à casa de máquinas;

• Não permitir, jamais, que pessoas não habilitadas façam o resgate de usuários retidos no elevador; apenas o técnico de manutenção ou o bombeiro da Polícia Militar está habilitado para tal tarefa;

• Respeitar o limite de carga do elevador. O desrespeito deste poderá comprometer a segurança dos usuários e gerar desgaste prematuro dos componentes;

• Divulgar as dicas de uso correto dos elevadores para todos os condôminos.

 

 


O síndico do Condomínio Acauã, André Castelo Branco: “A questão da manutenção de elevadores
normalmente é um assunto que pouca gente entende.Então acaba fugindo do controle do síndico o que é realmente necessário trocar. Nadúvida, temos que pensar na segurança dos usuários”i

 

 

 

 

 


 

Marcelo Dellano, gerente regional da Atlas Schindler,reforça que é necessário manter o contrato de manutenção preventiva de preferência com o fabricante, já que este conhece profundamente
a tecnologia do produto

 

 

 

 

 

 

Marcelo Dellano, gerente regional da Atlas Schindler,reforça que é necessário manter o contrato de manutenção preventiva de preferência
com o fabricante, já que este conhece

 

 

 

 

 

 

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