| No início de novembro de 2009, uma
notícia chamou a atenção de muita gente:
uma mulher morreu ao cair no poço do elevador
do prédio do Ministério da Fazenda,
no Centro do Rio. De acordo com informações
do Corpo de Bombeiros, a vítima teria
caído de uma altura de, aproximadamente,
11 metros, já que ao abrir a porta do elevador
no quarto andar a cabina não estava lá.
Segundo fontes do Ministério da Fazenda,
o acidente ocorreu em um elevador que se
encontrava em manutenção preventiva e
corretiva, sob responsabilidade da empresa
contratada para realizar o serviço nos
elevadores do edifício. Uma sindicância foi
aberta para investigar o caso.
Preocupado com a segurança e para
que um acidente como esse não ocorra
em seu prédio, o síndico do Condomínio
Acauã, em Ipanema, André Castelo Branco,
realiza manutenção mensal nos dois
elevadores. “A questão da manutenção de
elevadores normalmente é um assunto que
pouca gente entende. Então acaba fugindo
do controle do síndico o que é realmente
necessário trocar. Como eu não entendo
esse assunto, fica difícil argumentar se a
substituição de uma peça é necessária ou
não. Na dúvida, temos que pensar na segurança
dos usuários e efetuar as trocas
recomendadas pela empresa que atende
ao condomínio”, avalia.
Do lado do fabricante, Marcelo Dellano,
gerente regional Rio de Janeiro da Atlas
Schindler, reforça que é necessário manter
o contrato de manutenção preventiva de
preferência com o fabricante, já que este
conhece profundamente a tecnologia do
produto (ver boxe). Segundo ele, a conservação
deve ser feita mensalmente: “A
manutenção mensal é mantida mesmo
nas cidades em que não existe uma lei que Se você ficar preso em meio à fumaça
respire pelo nariz, em rápidas inalações.
Se possível, molhe um pano ou
toalha e utilize-o como uma máscara.
Procure rastejar para a saída, pois o ar é sempre melhor junto ao chão; rege essa periodicidade. Nessas inspeções
são feitas verificações de itens responsáveis
pela segurança dos usuários e pela
funcionalidade do equipamento”, diz.
Para Marcelo Lemos, diretor comercial
da Sete Servic Elevadores, a melhor forma
de manter a segurança é respeitar a
legislação e as normas técnicas vigentes
no mercado, o contrato de conservação e
manutenção do elevador com a empresa
devidamente registrada e habilitada pelos órgãos competentes (Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia,
Crea, e a Gerência de Engenharia Mecânica,
GEM), com estrutura para atendimento
24 horas. Outro item importante, segundo
ele, é a implantação da cultura do “uso
correto do elevador” pela população do
condomínio. “É preciso verificar se a empresa
responsável pela conservação possui
informativos educativos e se oferece palestras
que esclareçam o usuário de elevador”,
informa.
E em se tratando de segurança, Lemos
destaca os itens que foram melhorados
com o avanço da tecnologia. “Originalmente,
os elevadores possuem diversos
dispositivos de segurança (fechadores de
portas de pavimento eletromecânicos, reguladores
de velocidade, freio de emergência,
barreiras eletrônicas, molas ou pistões
parachoques, tapa-vista para cabina etc.).
E com a evolução da legislação e das normas
técnicas, houve diversas melhorias no
que diz respeito à segurança: aumento do
tapa-vista para cabina, corrimão de proteção
sobre a cabina, obrigatoriedade de instalação
de luz de emergência dentro das
cabinas, proibição de utilização de portas
pantográficas para elevadores novos etc.”,
afirma o diretor da Sete Servic.
Uma das inovações em segurança oferecidas
pela Elevadores Atlas Schindler, por
exemplo, é o sistema denominado Resgate
Automático. Disponível nas linhas Schindler
3100, Schindler 3300 e Schindler 5300 (elevadores sem casa de máquinas), a tecnologia
mantém o funcionamento do equipamento
mesmo em caso de falta de energia.“Com base em um módulo de baterias,
o elevador é levado automaticamente para
o pavimento mais próximo. Em seguida, a
porta abre e o passageiro pode sair do elevador
com segurança, mesmo em edifícios
que não possuem gerador próprio. O sistemaé automático e não requer a presença
de um técnico especializado ou pessoa habilitada
para movimentar o equipamento”,
explica Marcelo Dellan.
Crianças nos elevadores
Moradora de um prédio em Laranjeiras
que prefere não se identificar, X conta
que todos os dias precisa sair mais cedo
de casa para não se atrasar para o trabalho
por conta de uma criança que entra
no elevador e, ao descer, aperta todos os
andares. “Outro dia reclamei com o porteiro
e ele disse que a mãe está sempre
junto e não fala nada”, conta.
A moradora diz que ao ficar presa
no elevador tocou o alarme várias vezes,
sem sucesso. Sem sinal no celular, gritou
o que pôde para ser resgatada. Também
sem ser ouvida, ela forçou a porta e conseguiu
sair. “Falei com o porteiro e ele
disse, com a maior cara de pau, que não
fora até lá porque achou que era brincadeira
de criança. Da mesma pestinha que
aperta todos os andares”, exalta-se.
Segundo a Lei Municipal 2.546/97,
crianças com menos de 10 anos não
devem utilizar o elevador sozinhas, já
que em situações de emergência elas
podem ter dificuldade para pedir ajuda.“A Atlas recomenda ainda que pais
e funcionários do condomínio instruam
as crianças para sempre conferir, ao entrar
na cabina ou sair dela, se o elevador
realmente está no andar e se não
há degraus”, aconselha Marcelo Dellano.
Ele alerta que também é importante
ensinar a elas algumas normas de bom
uso do equipamento, como não apertar
o botão duas vezes. “Isso não fará
o elevador chegar mais rápido”, avisa.Além disso, as crianças precisam aprender
que não se deve segurar a porta do
elevador, já que outras pessoas podem
querer usá-lo para uma emergência.
Dellano diz ainda que brincar no
elevador também não é recomendado.“Não se deve mexer em interfone,
alarme ou outras peças. Além da possibilidade
de paralisar o equipamento,
pode ocasionar a necessidade de
reparos desnecessários”, esclarece. A
Atlas Schindler oferece aos clientes um
material educativo e lúdico destinadoàs crianças sobre o funcionamento e o
uso do elevador.
O QUE É PRECISO FAZER PARA MANTER A EGURANÇA NOS ELEVADORES?
“Historicamente, o elevador é o
meio de transporte mais seguro do
mundo, afinal são milhares e milhares
de elevadores locomovendo milhões
de usuários 24 horas por dia”, afirma
Marcelo Lemos, diretor comercial da
Sete Servic Elevadores.
O gerente regional da Atlas Schindler,
Marcelo Dellano, dá as dicas para
a segurança nos elevadores. Segundo
ele, os responsáveis no condomínio
pela manutenção do elevador devem
zelar pela integridade física dos usuários
e pela conservação do equipamento.
Para isso, a Atlas Schindler sugere:
• Estabelecer um contrato de
manutenção preventiva e corretiva
mensal para o equipamento
com uma empresa idônea e
com adequada estrutura de
atendimento que funcione 24
horas. Dê preferência ao fabricante
que conhece profundamente a
tecnologia do produto;
• Realizar a troca de peças
do elevador sempre que for
apontada a necessidade na
manutenção mensal;
• Manter a casa de máquinas,
os corredores e as escadas de
acesso com boa iluminação e
desobstruídos para o acesso do
técnico de manutenção;
• Não permitir que moradores,
funcionários ou terceiros tenham
acesso à casa de máquinas;
• Não permitir, jamais, que pessoas
não habilitadas façam o resgate
de usuários retidos no elevador;
apenas o técnico de manutenção
ou o bombeiro da Polícia Militar
está habilitado para tal tarefa;
• Respeitar o limite de carga do
elevador. O desrespeito deste
poderá comprometer a segurança
dos usuários e gerar desgaste
prematuro dos componentes;
• Divulgar as dicas de uso
correto dos elevadores para
todos os condôminos.
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O síndico do Condomínio Acauã, André Castelo
Branco: “A questão da manutenção de elevadores
normalmente é um assunto que pouca gente entende.Então acaba fugindo do controle do síndico
o que é realmente necessário trocar. Nadúvida,
temos que pensar na segurança dos usuários”i

Marcelo Dellano, gerente regional da Atlas
Schindler,reforça que é necessário manter o
contrato de manutenção preventiva de preferência
com o fabricante, já que este conhece profundamente
a tecnologia do produto

Marcelo Dellano, gerente regional da Atlas
Schindler,reforça que é necessário manter o
contrato de manutenção preventiva de preferência
com o fabricante, já que este conhece
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