43-OUT NOV DEZ 2009
 


» TECNOLOGIA

Conforto, segurança e economia: como a tecnologia pode melhorar os serviços e as instalações dos condomínios
Gabriel Castelo Branco


Você pode não perceber, mas o elevador não existe desde sempre. E o ar-condicionado? Em períodos de calor intenso, nada melhor do que aquele friozinho aconchegante. A existência desses objetos de conforto – e que hoje em dia estão presentes em nossas vidas – só foi possível graças aos avanços tecnológicos alcançados pelo homem em séculos de pesquisas. A tecnologia, quando empregada a condomínios, não apenas proporciona conforto e segurança, como contribui para a valorização do patrimônio.

A falta de segurança é uma das principais preocupações dos moradores dos grandes centros urbanos. Com o avanço da tecnologia nessa área, já existem sistemas e soluções específicos, com recursos que multiplicam a capacidade de vigilância, tornado-a muito mais eficaz.

“ É importante frisar que não adianta somente os condomínios adotarem sistemas de segurança. A simples instalação de alguns equipamentos sem projeto adequado costuma ser um dos erros mais comuns. Sentindo-se protegidos por causa de câmeras e alarmes, porteiros, zeladores e moradores acabam caindo em ‘truques' usados pelos ladrões”, alerta Aline Sartório da Silva, diretora comercial da ABC Telecom, empresa especializada em telecomunicação.

Com modernos sistemas de segurança, comunicação interna, recepção de sinal, automação e controle de acesso, os condomínios passam a receber mais atenção de quem está procurando por imóveis para comprar ou alugar.

“Com portões automáticos, os condutores e passageiros dos veículos ficam expostos por menos tempo na rua antes de entrarem nos condomínios. Já os sensores de presença diminuem o gasto de energia, principalmente em garagens, corredores e halls. Existem, ainda, as luzes de emergência, que entram em ação quando acaba a luz”, exemplifica Flávio Guerra, gerente da Guerra & Gaspar Portões Automáticos.

Tereza Cristina Antunes de Almeida, síndica há pouco mais de um ano do edifício Margherita – localizado no condomínio Riviera Del Fiore, na Barra da Tijuca –, explica que qualquer tipo de modificação no prédio deve ser feita com a aprovação dos moradores.

“A dotar um sistema de circuito interno de TV, por exemplo, foi uma iniciativa de nossa gestão, que contou com a aprovação dos condôminos. Achamos importante implantar tecnologia para proporcionar mais segurança e conforto aos moradores”, afirma Tereza Cristina.

Ela acrescenta que ao modernizar o prédio, as cotas condominiais ficam mais caras, mas é um investimento que recompensa: “Acredito que hoje em dia devemos investir em tecnologia e em tudo que proporcione conforto e segurança.”

Energia consumida pelos elevadores pode representar 6% dos custos de um condomínio

O engenheiro Fábio Aranha é diretor comercial e sócio-fundador da Infolev, empresa que oferece equipamentos e acessórios para modernização de elevadores. Segundo Fábio, que também é presidente do Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp), mais da metade dos elevadores do Brasil tem mais de 20 anos e necessitam de atualização.

“Geralmente, a  principal queixa é o mau funcionamento, as viagens com trancos e a formação de degraus, que ocasionam acidentes. Isso gera dupla insatisfação: primeiro pela falta de disponibilidade dos equipamentos que são antigos; segundo pelo gasto com peças de reposição. Outra queixa dos moradores é o alto gasto de energia. Em média, a energia consumida pelos elevadores representa 6% dos custos de um condomínio”, informa o engenheiro.

Elevadores antigos podem ser adequados às novas tecnologias para ter um funcionamento melhor e mais eficiente, reduzindo o consumo de energia em até 40%. “A principal alteração é a substituição do quadro de comando, que é o cérebro do elevador, por um sistema eletrônico. Os novos comandos são mais confiáveis, proporcionam viagens mais confortáveis, nivelamento preciso e economia”, explica Fábio.

Estimativas da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que em um edifício que teve seus elevadores modernizados, os apartamentos têm valorização de 10%. “Só esse valor já é maior que o custo, por unidade, da reforma de elevadores. Ou seja, só isso já é um investimento com retorno certo”, completa o diretor comercial da Infolev.

 


 


A tecnologia, quando empregada a condomínios, não apenas proporciona conforto e segurança, como contribui para a valorização do patrimônio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Com modernos sistemas de segurança, comunicação interna, recepção de sinal, automação e controle de acesso, os condomínios passam a receber mais atenção de quem está Procurando por imóveis para comprar ou alugar.