43-OUT NOV DEZ 2009
 


» CONDOMÍNIO

Com a cuca fresca
Pablo Kaschner


Previna-se e não esquente a cabeça com piscinas no verão

Nada mais clichê para iniciar uma matéria sobre a estação estival que a canção interpretada por Marina: “Vem chegando o verão / o calor no coração...” Mas é inevitável: basta o calor dar as caras e logo os acordes de uma noite e meia vêm à cabeça. Tão certo quanto isso é que as praias e piscinas ficarão lotadas. Se o prefeito é corresponsável (não podemos esquecer o papel individual de cada cidadão) por manter a ordem e a limpeza nas areias, cabe ao síndico zelar pelo bom estado de conservação das piscinas e seu correto usufruto. E estamos aqui para ajudar nessa tarefa, já que os condôminos podem até se lembrar apenas no verão que a piscina existe, mas não o síndico. Grande ou pequena, toda piscina necessita de uma constante manutenção, mesmo durante o inverno. Hércules Nunes Damasceno que o diga. ele é síndico do condomínio Hhomem de Melo, na Tijuca, que dispõe uma piscina de 15 m x 10 m aos moradores. “No verão, naturalmente, gastam-se mais produtos, mas mesmo no inverno a colocação de cloro é permanente”, afirma. Para atender à demanda do produto, é usado, em média, um balde de 15 quilos de cloro por mês. Quase diariamente são adicionados 300 mililitros de cloro. Mas é claro que nem só com cloro se mantém uma piscina. Veja no box alguns itens que ajudam a deixar a água da piscina de seu condomínio com aspecto de mar do caribe.

Vale lembrar que é fundamental usálos com moderação e seguindo as indicações de dosagem conforme o tamanho da piscina de seu condomínio, uma vez que são produtos que podem causar danos à saúde dos banhistas se usados desmedidamente. Para isso existe a figura do operador de piscina, que deve ter feito um curso autorizado pela Feema e ser habilitado pela instituição. O “piscineiro”, como é comumente chamado, se utiliza de um kit que faz as vezes de um minilaboratório. Com uma ampola dosadora é preciso
misturar a água com produtos químicos. O contraste resultante indica os níveis de alcalinidade (pH) e cloro da água.

Hércules ressalta que o bom tratamento representa economia não só porque exige menos troca geral de água, mas também porque exige menos gasto com manutenção. “Já houve necessidade de se fazer reparo, por conta de um vazamento. Mas quando a água é bem tratada e o pH está no nível certo, a tubulação é muito pouco agredida”, afirma o síndico, que não considera necessário que se faça troca da água em um período menor que de seis em seis meses.

Esse mesmo intervalo é o que Renato Almeida, da imppar, que presta serviços de impermeabilização, considera o mínimo para que se realize uma vistoria preventiva na piscina, na qual é verificado seu estado físico. Toda a parte de rejunte, azulejos, trinca e ralos deve ser revista para que a estrutura não seja comprometida. Renato ressalta a importância da figura do operador de piscina: “além de ser guardião, o 'piscineiro' sinaliza para a empresa o estado geral da piscina.”

Além dos compostos químicos, deve- se atentar para a segurança. Afinal, a piscina não deve nunca deixar de ser um local associado a lazer. Por isso, toda piscina de uso coletivo deve contar com os serviços de um guardião credenciado pelo corpo de Bombeiros. além de entrar em ação em caso de afogamento, o guardião orienta os banhistas, sobretudo as crianças, sobre o bom usufruto da piscina. Ele deve ainda saber operar o equipamento de salvatagem (como cilindros e máscaras de oxigênio), que deve estar sempre disponível em caso de mal-estar. Além disso, é importante instalar proteção
em volta da piscina para evitar que crianças tenham acesso a ela fora dos horários de uso. E caso a piscina tenha 20 metros ou mais, o condomínio deve dispor de uma cadeira de vigia para o guardião (aquelas mais altas).

Quando Mônica Cleophas assumiu o condomínio Rapozo Lopes, em Santateresa, a piscina estava inutilizada havia 10 anos. Para reativá-la, foi necessário o auxílio de uma empresa de impermeabilização, já que era possível observar
danos na estrutura. “Eram filetes de água, mas certamente dali a um tempo a coisa iria piorar.” Hoje em dia ela conta com a ajuda de uma pessoa que, diariamente, oxigena a piscina. Dessa forma, os condôminos têm, no verão ou no inverno, chova ou faça sol, uma refrescante piscina à disposição. Mais uma prova de que quando o cuidado é constante a satisfação é permanente.

 




Segundo Hércules Nunes Damasceno, síndico do condomínio Homem de Melo, que dispõe de uma piscina de 15m x 10m aos moradores. " No verão, naturalmente, gastam-se mais produtos, mas mesmo no inverno a colocação de cloro é permanente.

 

Quando Mônica Cleophas assumiu o condomínio rapozo Lopes, a piscina estava inutilizada havia 10 anos. Para reativá-la, foi necessário o auxílio de uma empresa de impermeabilização, já que era possível observar danos na estrutura. " Eram filetes de água, mas certamente dali a um tempo a coisa ia piorar". " Hoje em dia ela conta com a ajuda de uma pessoa que, diariamente, oxigena a piscina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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