
Previna-se e não esquente a cabeça com piscinas no verão
Nada mais clichê para iniciar uma matéria
sobre a estação estival que a canção
interpretada por Marina: “Vem chegando o
verão / o calor no coração...” Mas é inevitável:
basta o calor dar as caras e logo os
acordes de uma noite e meia vêm à cabeça.
Tão certo quanto isso é que as praias
e piscinas ficarão lotadas. Se o prefeito é
corresponsável (não podemos esquecer o
papel individual de cada cidadão) por manter
a ordem e a limpeza nas areias, cabe ao
síndico zelar pelo bom estado de conservação
das piscinas e seu correto usufruto.
E estamos aqui para ajudar nessa tarefa, já
que os condôminos podem até se lembrar
apenas no verão que a piscina existe, mas
não o síndico.
Grande ou pequena, toda piscina necessita
de uma constante manutenção, mesmo
durante o inverno. Hércules Nunes Damasceno
que o diga. ele é síndico do condomínio
Hhomem de Melo, na Tijuca, que dispõe
uma piscina de 15 m x 10 m aos moradores. “No verão, naturalmente, gastam-se mais
produtos, mas mesmo no inverno a colocação
de cloro é permanente”, afirma. Para
atender à demanda do produto, é usado, em
média, um balde de 15 quilos de cloro por
mês. Quase diariamente são adicionados
300 mililitros de cloro. Mas é claro que nem
só com cloro se mantém uma piscina. Veja
no box alguns itens que ajudam a deixar
a água da piscina de seu condomínio com
aspecto de mar do caribe.
Vale lembrar que é fundamental usálos
com moderação e seguindo as indicações
de dosagem conforme o tamanho da
piscina de seu condomínio, uma vez que
são produtos que podem causar danos à
saúde dos banhistas se usados desmedidamente.
Para isso existe a figura do operador
de piscina, que deve ter feito um
curso autorizado pela Feema e ser habilitado
pela instituição. O “piscineiro”, como é comumente chamado, se utiliza de um
kit que faz as vezes de um minilaboratório.
Com uma ampola dosadora é preciso
misturar a água com produtos químicos.
O contraste resultante indica os níveis de
alcalinidade (pH) e cloro da água.
Hércules ressalta que o bom tratamento representa economia não só porque
exige menos troca geral de água, mas
também porque exige menos gasto com
manutenção. “Já houve necessidade de
se fazer reparo, por conta de um vazamento.
Mas quando a água é bem tratada
e o pH está no nível certo, a tubulação
é muito pouco agredida”, afirma
o síndico, que não considera necessário
que se faça troca da água em um período
menor que de seis em seis meses.
Esse mesmo intervalo é o que Renato
Almeida, da imppar, que presta
serviços de impermeabilização, considera
o mínimo para que se realize uma
vistoria preventiva na piscina, na qual é verificado seu estado físico. Toda a
parte de rejunte, azulejos, trinca e ralos
deve ser revista para que a estrutura
não seja comprometida. Renato ressalta
a importância da figura do operador de
piscina: “além de ser guardião, o 'piscineiro'
sinaliza para a empresa o estado
geral da piscina.”
Além dos compostos químicos, deve-
se atentar para a segurança. Afinal,
a piscina não deve nunca deixar de ser
um local associado a lazer. Por isso, toda
piscina de uso coletivo deve contar com
os serviços de um guardião credenciado
pelo corpo de Bombeiros. além de entrar
em ação em caso de afogamento, o
guardião orienta os banhistas, sobretudo
as crianças, sobre o bom usufruto da piscina.
Ele deve ainda saber operar o equipamento
de salvatagem (como cilindros
e máscaras de oxigênio), que deve estar
sempre disponível em caso de mal-estar.
Além disso, é importante instalar proteção
em volta da piscina para evitar que
crianças tenham acesso a ela fora dos
horários de uso. E caso a piscina tenha
20 metros ou mais, o condomínio deve
dispor de uma cadeira de vigia para o
guardião (aquelas mais altas).
Quando Mônica Cleophas assumiu
o condomínio Rapozo Lopes, em Santateresa, a piscina estava inutilizada havia
10 anos. Para reativá-la, foi necessário
o auxílio de uma empresa de impermeabilização,
já que era possível observar
danos na estrutura. “Eram filetes de água, mas certamente dali a um tempo
a coisa iria piorar.” Hoje em dia ela
conta com a ajuda de uma pessoa que,
diariamente, oxigena a piscina. Dessa
forma, os condôminos têm, no verão
ou no inverno, chova ou faça sol, uma
refrescante piscina à disposição. Mais
uma prova de que quando o cuidado é
constante a satisfação é permanente.
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Segundo Hércules Nunes Damasceno, síndico do condomínio Homem de Melo, que dispõe de uma piscina de 15m x 10m aos moradores. " No verão, naturalmente, gastam-se mais produtos, mas mesmo no inverno a colocação de cloro é permanente.

Quando Mônica Cleophas assumiu o condomínio rapozo Lopes, a piscina estava inutilizada havia 10 anos. Para reativá-la, foi necessário o auxílio de uma empresa de impermeabilização, já que era possível observar danos na estrutura. " Eram filetes de água, mas certamente dali a um tempo a coisa ia piorar". " Hoje em dia ela conta com a ajuda de uma pessoa que, diariamente, oxigena a piscina.

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