
Adriana BB acaba de lançar o disco Do Barro ao Ouro
“Popular com a qualidade que o povo
merece!” - assim adryana BB, cantora,
compositora e instrumentista, define seu
cd do barro ao ouro, gravado ao vivo na
sala municipal Baden Powell e lançado
em outubro pelo selo carioca sala de som.
Em 1988, começou sua carreira em festivais
de música no Recife e, dez anos depois,
radicou-se no Rio. aqui ela se tornou referência
do são João no sudeste do Brasil,
tendo recebido, em seus shows, grandes
nomes da música folclórica de Pernambuco,
como lia de itamaracá, dona selma
do coco, as Filhas de Baracho e Edmilson
do Pífano. Tornou-se também aqui a primeira
mulher puxadora de maracatu ao
participar da formação do primeiro grupo
desse folguedo, hoje totalmente absorvido
pelo público, e da organização do primeiro
desfile de maracatu por essas bandas. Assim,
adryana BB recebeu o prêmio tim em
2007 com o CD Lapada! do Rio Maracatu.
em 2006, lançou o projeto Pernambatuque
com a participação de grandes músicos
como Paulo Rafael, márcio lomiranda
e alceu valença. Em 2007, uma foto de
seu show Pernambatuque foi escolhida
como representante da música brasileira
em sete países na segunda edição do livro The Brasilian Sound, lançado em 2009, que
publicou uma pequena entrevista sua no
capítulo “The Power of Maracatu”. em 2008,
estreou o show Adryana BB 20 anos, em
Recife, no carnaval de 2008, e, a partir desse
repertório, gravou, no dia de São João
do ano passado, do barro ao ouro.
A discografia de Adryana BB é a seguinte:
Adryana BB e Casca Rara (RJ/1998 – demo);
participação – Loas Lendas e Luas de Zeh Rocha
(2001); Orum (afro-lounge/2003) – disponível
na internet; CD autoral A Trilha (2004– independente); participação – Lapada do
Rio Maracatu (junho/2006) – Prêmio TIM;
participação - Crônicas Musicais de Caruaru,
de Carlos Fernando (dezembro/2006) e CD
Do Barro ao Ouro (2009).
Com carisma e simpatia, a artista, assumidamente
nordestina, traz o diferencial
focado numa pesquisa mais elaborada da
parte harmônica. hildegard angel assim
falou sobre adryana BB: “além de grande
cantora, é mestre-de-cerimônias da melhor
qualidade, coisa rara de se encontrar hoje
em uma cantora. domina o palco, magnetiza
o público, faz todo mundo rir, enfim, é a
dona do espetáculo, uma artista completa.
os músicos que a acompanham são incríveis,
o repertório é o melhor do nordeste.”
Patrícia Mellodi e seu Pacote Mais que Completo
Outro belo lançamento, da Saladesom
Records, é o CD Pacote Mais que Completo,
de Patrícia Mellodi, que reúne composições
de toda a sua trajetória, além das
de outros autores como sérgio natureza
e michael sembello. o projeto consiste em
divulgar o álbum Pacote completo (independente),
que teve duas indicações para
o prêmio tim de música nas categorias “melhor cantora Popular” e “voto Popular”.
Na década de 1990, Patrícia fez parte
da divertida e inesquecível banda Blitz, a
convite do ator e cantor evandro mesquita.
No palco, Patrícia mistura as muitas cores
e nuances do que é vir do Piauí, ser mãe
e artista brasileira, falando de sensações
cotidianas e universais com voz afinada e
marcante, entremeando músicas, casos e
pitadas inteligentes de humor. Ela é cantora
e compositora assumidamente romântica:
aprendeu a transformar suas próprias
experiências – das alegrias e frustrações
da infância às descobertas da maturidade – em música. Sua canção Sem amor (sem
amor fiquei sozinha / e a saudade levantou
/ sem amor acordo cedo / mas não sei pra
onde vou / sem amor fiquei doente / meu
carinho enferrujou / Porque não dá pra viver
sem amor) atingiu o topo das paradas
depois de entrar na trilha da novela Porto
dos Milagres, da Rede Globo. compôs
também o hit na beira do mar, em parceria
com Carlinhos Brown, e tem composições
suas gravadas por artistas como Ney Matogrosso
e Fênix. A mistura de referências é
outra marca, tanto do CD quanto do show – do tributo à tradição da MPB, com uma
mistura de ritmos populares nordestinos, a
flertes com o pop, rock, blues e até mesmo às sonoridades árabes e orientais. Em
Pacote Mais que completo, Michael Sembello,
compositor do hit Maniac junto com
Dennis Matkoski, imortalizado na trilha do
filme oitentista Flashdance, divide a faixa
com Patrícia. Ela canta a versão da música
em português, de Dudu Falcão, e Michael
Sembello interpreta sua composição em
inglês, como originalmente. A faixa foi
produzida por Michael Sullivan e feita em
estilo new bossa por sugestão de Daniel
Jobim. As aparências enganam, sucesso na
voz de elis Regina, de tunai e sérgio natureza,
ganhou uma interpretação marcante
proposta por Patrícia mellodi, com piano
de Fernando Merlino. a canção fez parte
da trilha do curta metragem da nascença
ao incomum, de andré nóbrega e Raphaela
Contrim. Segundo Patrícia, rosa guerreira é uma homenagem ao feminino e às vezes
brinca com a troca da cor dos cabelos das
mulheres. Essas foram as obras escolhidas
para ganhar versões audiovisuais. Os videoclipes,
dirigidos por Márcio Trigo, estão
disponíveis nas páginas do Youtube e no
site oficial da cantora. A artista, definida
por Jô Soares como "talentosa, inteligente,
bonita e engraçada", leva seu trabalho
autoral ao grande público em espetáculos
bem produzidos, altamente divertidos. Entrou
para o mundo das letras ao participar
do jornal de humor A Marmota, do livro
Crônicas, Contos e Gozações (já anunciado
por esta coluna) e da coleção Dez Contos
de Humor, da editora Mirabolante.
o show Pacote mais que completo tem
direção-geral de márcio trigo e direção
musical de Patrícia mellodi, cenário de larissa
marreco e figurino de vera Queiroz.
Patrícia canta acompanhada por sua banda:
Felipe Poli (violão e guitarra), Person
Tupinambá (baixo), José leal (percussão), Élcio cáfaro (bateria) e Pedro santos (teclado).
Tivemos uma bela noite na Modern
Sound e outras virão!
Extra! Extra! Mais um livro de Márcio Paschoal
Amy Winehouse ou
Janis Joplin? O que diabos quer
dizer Kelvi? O que passou pela cabeça de
Paul Mccartney, aos 64 anos, quando pensou
na canção When I ’m sixty-four? Essas
e outras crônicas ilustram A Maconha está
Bêbada e Outras Crônicas, pela editora Mirabolante – o novo livro do escritor carioca
Márcio Paschoal, colaborador e amigo desta
revista (veja box na entrevista com Geraldinho
Azevedo desta edição). Em seu oitavo
livro (Paschoal já escreveu dois ensaios de
humor, dois romances, um livro de contos e
outro infantil, além da biografia do cantor
e compositor maranhense João do Vale), o
autor dispara seu humor corrosivo e crítico,
passando por assuntos diversos, como comportamento,
música, sexo, política e literatura,
numa seleção de crônicas publicadas
originalmente no Jornal do Brasil (Caderno
B, música e ideias), Jornal das Gravadoras,
Terceiro Tempo, Jornal Vaia (Porto Alegre),
Poiésis – Literatura e Pensamento, revista
Música Brasileira e nos sites Crônicas
Cariocas, Alô, M úsica, Debates Culturais e
Fundação Astrojildo Pereira, entre outros.
No livro, Márcio Paschoal retrata um panorama
da vida moderna mostrando uma
vitrine de personagens e acontecimentos
bem pouco críveis, embora reais, como a
exposição artística de pelos pubianos, a
descoberta da próstata feminina, o roubo
do rolex do huck, o nu frontal da Rogéria,
um vereador com nome de Penico, o veneno
de uma aranha brasileira que causa
ereção, um caso de amor à primeira vista
durante um assalto, até um gato que adivinha
a hora da morte (dos outros).
Na abertura, a atriz e cantora Rogéria
destaca o refinamento do texto, repleto de
situações do cotidiano que refletem no mais
recôndito e sensível do ser humano, tudo
muito bem temperado com humor, inteligência
e verve. diz Rogéria: “... todas as crônicas
possuem um humor ferino e uma irresistível
ironia, bem ao estilo de Sérgio Porto.
(...) Paschoal pega as notícias do dia a dia e as
verte em texto delicioso. (...) as crônicas desse
livro são literárias. o autor sabe e entende o
universo feminino. Desde Jane Austen e suas
personagens contidas, até a poesia trágica de
Sylvia Plath, que se matou por amor e ciúmes,
as mulheres sofrem na literatura. nessas
horas, meu bem, é melhor ser Astolfo Barroso
Pinto, mesmo amando ser Rogéria. Deliciemse,
leitores, com este refinado livro de situações
do cotidiano (...) eu adorei.”
Mulher, alicerce de uma pátria forte, lançamento da Major Elza Cansanção Medeiros
A voz dessa mulher não se cansa.
Primeira voluntária do Brasil para a 2ª
Guerra Mundial, jornalista e pessoa de
inteligência rara, a major elza cansanção
medeiros lança mais um livro – Mulher,
alicerce de uma pátria forte – no
dia 24 de outubro no Forte de Copacabana.
Com capa de Mário Mendonça,
prefácio de Arnaldo Niskier e orelha de
Ricardo Cravo Albin, o livro traz mais de
cem biografias de heroínas e pioneiras
da história do Brasil – Princesa Isabel,
a primeira barbeira da polícia militar, a
primeira aviadora, Maria do Espírito Arcoverde,
Muiraúbi, princesa índia da nação
Tabajara que se casou com Jerônimo
de Albuquerque e com ele teve oito
filhos que geraram famílias famosas,são algumas das biografadas. a autora,
nossa muito querida tia Elza, é exemplo
do título de seu livro – um alicerce forte
de nossa família e referência inigualável
de amor pelo país.
O leitor pode acessar nosso site
(www.cipa.com.br) e ler a entrevista com
a Major Elza no exemplar número 26 da
revista Condomínio etc. Seus livros podem
ser adquiridos através desta coluna.
Curso gratuito tradução sem sotaque com a professora Cyana Leahy-Dios
A professora Cyana Leahy-Dios, doutora em educação literária pela Universidade
de Londres, dará o minicurso tradução sem sotaque nos dias 15, 22 e 29 de outubro, às 15h30, promovido pela Oficina de Leitura e Expressão da Biblioteca Pública do
Estado, que ocorre na Bbiblioteca do Centro Cultural Light, enquanto a sede da BPe
estiver em obras. Como tradutora, Cyana verteu cinco livros para o inglês (editoras
Casa da Palavra e Fraiha) e traduziu quatro (editora Bertrand Brasil). Além de prêmios
literários no Brasil e na Inglaterra, ela recebeu por três anos consecutivos o prêmio de
pesquisa Overseas Research Award, outorgado por reitores das universidades inglesas
a trabalhos acadêmicos relevantes. Cyana se orgulha, ainda, de ter sido agraciada, em
1997, com o Prêmio de Destaque Nacional e Internacional em Cultura, pela C âmara
Municipal de Niterói. Os interessados em participar do curso tradução sem sotaque
podem enviar e-mail para esta coluna.
I Torneio de Xadrez Louis Antunes
A Feira Orgânica e Cultural da Glória – o melhor lugar para comprar orgânicos – promove, no dia 17 de outubro, às 12h30, o I Torneio de Xadrez Louis Antunes,
organizado por Renato Martelleto e Gláucia Leite. Os participantes deverão trazer tabuleiro
e relógio; o tempo de reflexão é de 30 minutos para cada jogador; os prêmios
são medalhas e troféus; as inscrições podem ser feitas no próprio local pagando uma
taxa de participação de R$ 10 e a feira ocorre sempre aos sábados, na Rua do Russel,
em frente ao nº 300, na Glória (próximo à estátua de São Sebastião e ao memorial
Getúlio Vargas). Mais informações pelo e-mail feiraorganicadagloria@gmail.com ou
pelos telefones (21) 2595-0243/9194-6867.