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Deparar-se com ratos em seu apartamento ou nas áreas comuns do prédio não é nada agradável. É preciso combatê-los.
Só mesmo o Mickey e o Jerry podem nos fazer rir quanto o assunto é relacionado a ratos. Ah, um mouse pad bonitinho também tem chances de agradar. Mas basta. A graça acaba por aí. Nem mesmo um hamster consegue ser aceito pela maioria das pessoas. Ok, há controvérsias, mas vamos ao que interessa.
Ratos são animais sujos, que vivem em locais infectos, que mordem e transmitem doenças que podem até matar. Melhor mantê-los bem longe.
Segundo Márcio Pires, diretor administrativo e técnico da Imuni Service, empresa que atua há 45 anos no controle de pragas urbanas e vetores em geral (entre eles estão ratos, baratas, mosquitos e cupins), a grande arma dos síndicos ainda é a prevenção. E isso envolve o compromisso de moradores e funcionários.
Ao menor sinal da presença desses roedores é melhor chamar uma empresa especializada o mais rapidamente possível. Para começar o trabalho, é preciso uma desratização. E disso a Imuni Service entende – ela contabiliza, em sua carteira, cerca de 60 mil clientes satisfeitos com seus serviços.
Segundo Pires, os ratos têm hábitos noturnos, por isso, muitas vezes, só sabemos de sua presença no dia seguinte: fezes, objetos ou alimentos roídos... Enfim, percebe-se que algo de podre acontece no reino do condomínio.
Pires observa que existem basicamente duas espécies comuns nos condomínios: as ratazanas e os ratos de telhado. “Os ratos de telhado são exímios escaladores, e os ratos de esgoto, ou ratazanas, são excelentes nadadores. Pode acontecer até de um deles entrar em sua casa pela rede de esgoto”, afirma.
Foi o que ocorreu com uma moradora de Ipanema, que prefere não se identificar. “Quando, durante a madrugada, percebi o ralo fora do lugar, pensei que havia sido obra das crianças, mas depois vi as fezes, e eu não tenho animais de estimação... Enfim, um horror. Nem sabia o que fazer, se o rato estava dentro de casa ou não. Chamei o porteiro e, por fim, uma empresa especializada, que fez o serviço de desratização da melhor forma.” Por esse motivo ela passou a manter pedras enormes e muito pesadas em cima dos ralos de seu apartamento. Adereços que não estavam previstos na decoração inicial do imóvel, mas necessários em função do acontecimento.
O condomínio em questão, infestado de ratos, providenciou a desratização, mas o trauma ficou.
Por essas e outras é que Pires, da Imuni Service, avisa: “Não adianta prevenção no apartamento, tem que pensar na estrutura do condomínio como um todo.” Há ainda, segundo ele, uma terceira espécie de ratos bastante comuns, os camundongos: “Eles coabitam o mesmo local do ser humano, não vêm de fora como os outros.”
Podemos até nos lembrar de Tom e Jerry agora. Mas nem pensar em tentar combater camundongos com gatos ou outros venenos. Há que se pensar que o trabalho especializado é sempre mais eficaz. E é mesmo.
Já Patrícia Ferreira, moradora de um condomínio com uma área de lazer com canteiros, piscinas e muitas crianças, protagonizou, ao lado de uma amiga, uma cena aterrorizante, segundo ela. “Estávamos na piscina, no verão. Havia acabado de anoitecer, as crianças ainda brincavam alegremente na piscina e como haviam acabado de lanchar, deixaram um pacote de biscoito em cima de uma canga, no chão. Pensei ter visto algo próximo ao pacote, alertei minha amiga. Achamos que não era nada, mas ficamos atentas. Quando vimos o rato subir do jardim em direção ao pacote tomamos um susto tão grande que não sabíamos o que fazer. Minha amiga, desesperada, não sabia se pegava as crianças, se pulava na piscina ou se fugia dos rasantes dos morcegos, que também resolveram passear por ali aquela hora. Enfim, filme de terror foi pouco”, lembra ela, que agora já consegue rir do evento. Lógico que a síndica foi alertada e colocou a desratização em dia.
Os raticidas modernos e seus efeitos
O diretor da Imuni Service explica: “No Brasil, são permitidos três tipos de veneno: pó de contato, raticida peletizado e raticida parafinado. Meios como armadilhas e caixas porta-iscas também podem ser usados. As características do local a ser desratizado é que dizem como vai ser feito o serviço.”
A infestação por ratos é combatida com raticida, e não tem resíduo. Aplicado no local, o veneno tem vida curta, e a infestação é contida dessa forma. “Costumamos fazer contratos de três meses, com três aplicações. Normalmente, aplicamos a primeira vez, voltamos em 15 ou 20 dias e fazemos uma terceira visita, cerca de 30 dias depois. Assim vamos monitorando as iscas, substituindo-as e acabando com os ratos do local”, explica.
Segundo Pires, os raticidas atuais agem de forma mais gradual, o que dá a chance de um antídoto ser utilizado no caso de ingestão acidental por crianças e/ou animais de estimação e também para que os ratos da mesma comunidade não percebam que as iscas são alimentos que fazem mal. Do contrário, eles param de comê-las. “Normalmente, o rato dominante é o último a comer a isca (o que para eles é comida) para proteger seu patrimônio genético. Algo como uma seleção natural da espécie”, detalha o técnico.
Em relação ao famoso “chumbinho”, Pires explica que não se trata de raticida, e sim de um pesticida agrícola altamente tóxico que, se ingerido acidentalmente e em doses altas, pode levar rapidamente ao óbito. E, infelizmente, muitas pessoas ainda o compram nos camelôs da vida.
Somente as medidas preventivas vão dar a resposta se a infestação foi resolvida. “As iscas vão nos dar ideia da quantidade de ratos ali”, explica Pires. Por exemplo: um condomínio que teve festa no play e deixa para limpar os restos dias depois, certamente será alvo de visitantes indesejados: ratos, baratas e, quiçá, outros bichos mais. Essa é uma dica importante: a limpeza depois das festas é imprescindível.
Veja no boxe outras dicas fornecidas pela Imuni Service e saiba como deixar seu condomínio longe dos ratos.
Prevenção ainda é o melhor remédio, aliás, o melhor veneno
Ao contrário do que muitos falam, não há remédios para ratos. O que há é veneno e este deve ser aplicado da forma correta e por pessoas especializadas. Isso posto, é preciso pensar na prevenção. A seguir, dicas da Imuni Service para que seu condomínio mantenha os ratos a distância.
Limpar diariamente, antes do anoitecer , os locais de refeição e preparo de alimentos.
Determinar um local comum para refeições e colocar os restos de alimentos em recipientes fechados.
Acondicionar os restos alimentares em recipientes adequados, preferencialmente sacos plásticos , que deverão ser fechados e recolhidos pelo serviço de coleta urbana.
Colocar sacos, fardos e caixas sobre estrados com altura mínima de 40 centímetro , afastados uns dos outros e das paredes , deixando espaçamento que permita uma inspeção em todos os lados.
Não acumular objetos inúteis ou em desuso.
Não utilizar terrenos baldios ou outras áreas a céu aberto para vazamento de lixo.
Manter ralos e tampas de bueiro firmemente encaixados.
Remover restos de construção, lixo , galho, tronco ou pedra e não permitir que sejam feitos amontoados desse material.
Vistoriar carga e descarga de mercadorias para evitar o transporte passivo de camundongos.
Manter armários e depósitos arrumados, sem objetos amontoados.
Não deixar encostados em muros e paredes objetos que facilitem o acesso dos roedores.
Buracos e vãos entre telhas devem ser vedados com argamassa adequada.
Colocar telas removíveis em abertura de aeração , entrada de condutores de eletricidade ou vãos de adutores de qualquer natureza.
Fonte: Imuni Service
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A Imuni Service investe no treinamento periódico de seus funcionários. Segundo Márcio Pires, diretor administrativo e técnico da empresa, “é preciso aprimorar técnicas de combate; estamos sempre por dentro do que é novidade, estamos sempre nos reciclando”.

Jardins normalmente recebem visitantes indesejados à noite. Os ratos fazem a festa quando os síndicos esquecem de fazer a prevenção.
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