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Cada vez mais os condomínios se interessam em instalar hidrômetros individuais

A Câmara de Vereadores do Rio aprovou, em maio deste ano, em primeira discussão, o Projeto de Lei Complementar 13/2009 que propõe a obrigatoriedade dos hidrômetros individuais nos prédios. O objetivo da proposta é evitar o rateio injusto da conta única de água. De acordo com a proposta, a licença para novos empreendimentos somente será dada mediante o atendimento da lei. O projeto será apreciado pelos vereadores antes de ser enviado à sanção do prefeito Eduardo Paes.
Mas a expectativa é que, com o avanço da implementação da medição individual, seja possível obter uma considerável redução no consumo de água e na inadimplência em muitos condomínios, uma vez que o custo com a água é o segundo maior dessas edificações. Em Goiânia, por exemplo, onde a individualização já é comum, o índice de inadimplentes é de apenas 2%.
Essa é uma tendência em vários estados brasileiros e está sendo debatida em âmbito nacional. O percentual observado de redução no valor das contas chega, em média, a 25%. Considerável, não?
Recife foi a primeira cidade brasileira a adotar a medição individualizada. Ao todo, 1.500 edifícios antigos foram adaptados e 52 mil apartamentos já possuem o sistema.
Segundo Luiz Alberto Carvalho, sócio da Hidroluz, empresa com 45 anos de atividade e especializada em instalações hidráulicas, de hidrômetros para medição individualizada, manutenção e assistência técnica de bombas e painéis elétricos de condomínios, a questão da instalação de hidrômetros individuais está dando o que falar: “Minha empresa trabalha diretamente com construtoras, e venho percebendo que a grande maioria já está optando por oferecer esse diferencial em seus novos projetos. Por meio de meu trabalho percebo que, cada vez mais, as pessoas querem pagar pelo que realmente consomem”, enfatiza.
Estamos falando, obviamente, do consumo justo. Uma família de cinco pessoas gasta mais água do que uma família de duas. Imagine também aqueles que demoram horas no banho, fazem a barba com a torneira aberta, lavam a louça com a torneira aberta... No frigir dos ovos, uns pagam a conta de outros. E convenhamos: pagar pelo que não se consome é bastante desagradável.
Hidrômetros individuais são forte tendência de mercado
O mercado já vem sentindo essa tendência: na hora de comprar um imóvel novo, a preferência é por aquele que tem hidrômetro individual. E nos prédios já construídos, a corrida para orçamentos e instalação do equipamento para cada unidade já é uma realidade. Segundo Carvalho, da Hidroluz, o investimento vale a pena e o retorno é garantido. “Os condomínios que já instalaram perceberam uma economia de pelo menos 20%. A maioria dos moradores, por sua vez, já percebe, num primeiro momento, uma redução de valores, e quando se conscientiza de mudar seus hábitos, a economia passa a ser muito maior”, afirma.
Outra grande vantagem do sistema é que cada morador vai estar mais atento a seus hábitos e consciente da importância do uso racional da água. Isso sem falar que se a conta disparar é sinal de que algo de errado deve estar ocorrendo, como um vazamento, por exemplo.
De acordo com Carvalho, a água consumida no Rio de Janeiro é bastante cara. “A tarifa progressiva da Cedae é pesada, e a partir de minha experiência vejo que as grandes reclamações dos condomínios são quanto ao alto valor da conta de água e da falta de justiça nesse tipo de cobrança”, diz.
Para ele, mais cedo ou mais tarde todos vão buscar a cobrança individualizada. Entretanto, para fazer isso é necessário um novo projeto hidráulico. O investimento pode variar, em média, entre R$ 1.500 e R$ 2.500 por apartamento – estamos falando do custo estimado para unidades de um a dois quartos. “Cada caso deve ser estudado isoladamente, cada prédio tem sua estrutura e suas particularidades. Nós, da Hidroluz, costumamos parcelar o pagamento em um ano, e o retorno, obviamente, é breve”, destaca.
No quesito financeiro, segundo Carvalho, o condomínio assume o pagamento geral da obra e faz seu rateio entre os moradores. “Antes mesmo de o pagamento da obra estar concluído, o condomínio e os moradores já estarão usufruindo a economia proporcionada pela medição individualizada”, diz ele.
Carvalho lembra ainda a questão ambiental e a escassez mundial da água. “A elevação de seu custo será inevitável. Está comprovado que esse recurso natural é finito. Portanto, mais um motivo para individualizar a cobrança”, avalia.
Outro dado importante: há diversos dispositivos que ajudam na economia de água, como aeradores e controladores de vazão, que são de baixo custo e podem ser instalados facilmente em torneiras e chuveiros. Mas segundo o sócio da Hidroluz, como a conta de água é única e as pessoas não percebem a economia no bolso, pouquíssimos se interessam em comprar.
Se você, síndico, se interessou pela mudança, saiba que para ocorrerem a instalação e a mudança no rateio da conta d'água de seu prédio é necessária a aprovação em assembléia, de acordo com o quórum determinado na convenção do condomínio.
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Com a medição individualizada a economia financeira passa a ser um incentivador para que as famílias mudem seus maus hábitos e passem a economizar água, que é um recurso natural finito. Entre outras coisas, os banhos passam a ser menos demorados e a louça é lavada com a torneira fechada.

Existem no mercado equipamentos que ajudam no controle ao desperdício: são os aeradores e os controladores de vazão. Segundo a Hidroluz, eles são de baixo custo e podem ser instalados facilmente em torneiras e chuveiros.
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