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Nova biblioteca pública do Estado do Rio de Janeiro - o livro, A estrela, e outras linguagens a seu redor
A melhor notícia é que a cidade vai ganhar um polo de conhecimento - a nova Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro. Criada em 1873, por D. Pedro II, a BPERJ funciona em prédio construído em 1987 e ocupa área de 10 mil metros quadrados numa das mais movimentadas regiões da cidade. O local passará por ampla reforma e será referência internacional. A população contará com um espaço agradável e moderno, onde todos terão acesso à informação por meio das mais diversas linguagens. O projeto, que vai trazer para a biblioteca o que há de mais moderno no setor, é inspirado em modelos importantes, como os da Colômbia, Chile, Alemanha, França e Estados Unidos, onde as bibliotecas públicas são verdadeiros centros de referência, cultura e lazer. A iniciativa conta com investimento de cerca de R$ 25 milhões do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e das Secretarias de Estado de Cultura e de Educação.
Segundo Adriana Rattes, secretária de Estado de Cultura, “a biblioteca vai se tornar um centro cultural de acesso irrestrito, universal e gratuito ao conhecimento e à informação. Será um espaço de formação da cidadania, no qual crianças, jovens e suas famílias poderão se reunir para assistir a filmes, peças teatrais e usufruir a versão digital da biblioteca pública.” Para Tereza Porto, secretária de Estado de Educação, a unidade será um importante espaço multimídia. “Todo o conteúdo digital estará disponível para as escolas estaduais que vêm sendo equipadas com internet banda larga. A ideia é que esse seja um centro de convivência, em que as pessoas busquem não só a leitura, como também um ponto de encontro cultural.”
De acordo com o manifesto elaborado pela Unesco sobre bibliotecas públicas, de 1995, os serviços das bibliotecas devem ser oferecidos a todos, sem distinção de idade, raça, sexo, religião, língua ou condição social. “No Brasil, grande parte das bibliotecas públicas são escolares e voltadas para atender apenas aos estudantes. Precisamos ampliar esse público e atrair o cidadão comum em busca de informação ou de apenas um local para ler ou assistir a um DVD. A biblioteca deve ser a base do conhecimento informal. Nesse cenário, o livro continua sendo a estrela, mas virá acompanhado de outras fontes de conhecimento, por meio de novas tecnologias e mídias”, explica Ana Lígia Medeiros, superintendente de bibliotecas.
O prédio principal terá obras de recuperação dos sistemas das redes hidráulica, elétrica, sanitária e de telefonia, de tratamento acústico e de instalação de um novo sistema de segurança, além de outras que garantam a acessibilidade a portadores de necessidades especiais. Em prédio anexo funcionarão a administração, um teatro para 180 pessoas, um auditório para 70, um restaurante e um centro de treinamento e capacitação de funcionários e bibliotecários. O projeto da reforma estrutural é do arquiteto Gglauco Campello, autor do traçado original. A sinalização e a comunicação visual do equipamento ficam a cargo da arquiteta Bel Lobo. O pátio e os jardins têm projeto paisagístico elaborado pelo escritório de Burle Marx.
Com a reforma, a biblioteca ficará dividida nos seguintes setores: Mundo - voltado para informações turísticas; Música - acervo com CDs, DVDs, instrumentos musicais e pequenos estúdios para gravações; Vídeo - DVDs, com empréstimo; Atualidades - lançamentos de livros e revistas com temas atuais; Artes - livros de arte e gravuras, algumas já emolduradas para empréstimo; Setor para Ddeficientes Visuais - com tudo o que há de mais moderno em equipamento para leitura; Autoformação - setor para estudo individualizado de línguas, desenho, costura, informática ou outros cursos; Iinfantil - bebeteca e brinquedoteca; Jovem - ambiente com jogos e livros direcionados para essa faixa etária; Profissões - com informações sobre todas as profissões para ajudar os jovens a escolherem suas carreiras ou os adultos que queiram mudar a área de atuação; Salas de Estudo e Multiuso - para alunos, professores e profissionais que queiram fazer pequenas reuniões.
A BPERJ vai ganhar também novo mobiliário. Peças coloridas e confortáveis, como sofás, pufes, mesas com ombrelones espalhadas pelo pátio, vão contribuir para tornar o ambiente mais descontraído. Outro atrativo será a ampliação do acervo. Hoje com cerca de 130 mil volumes, ela contará com outros 100 mil novos volumes, entre livros, CDs, DVDs, e-books, jornais e revistas. Esse material poderá ser consultado também aos sábados e domingos. Após a reforma, a expectativa é de que o público pule de 800 para 3 mil por dia.
Boa dica de leitura e um livro para leitor da coluna
África do Sul, Um Olhar Brasileiro
A atriz e jornalista Kinha Costa acaba de lançar o livro Ááfrica do Sul, um Olhar Brasileiro, pela Editora Letra Capital, que pode ser comprado na livraria das Casas Casadas, em Laranjeiras.
Por meio de crônicas e sob a ótica de uma assumida matuta, o país que para muitos é uma incógnita, toma forma com elegância e extremo bom humor. Ao longo de histórias vividas pela autora, o leitor fará uma viagem desde os safáris - com direito a investidas de elefantes contra os turistas - até as cidades históricas e os marcos da ainda jovem democracia sul-africana. Personagens como o estadista Nelson Mandela e o excêntrico rei da nação Zulu e suas várias esposas permeiam o cotidiano de uma brasileira em meio a tradições e costumes totalmente desconhecidos. Além do texto irreverente, o livro traz, nas ilustrações de Carlos Dduba, uma atração à parte. O designer de animação - premiado em festivais internacionais como o Animamundi e o de Córdoba - traduz em imagens o espírito aventureiro da autora e protagonista.
África do Sul, um Olhar Brasileiro segue o estilo do primeiro livro de Kinha Costa, lançado em 2003, Iimpressões de uma Matuta, Aventuras Brasileiras nos Países Baixos, que tem a Holanda como palco para as brasileiríssimas histórias da autora. Nascida na Serra da Formiga, no Rio Ggrande do Norte, Francisca Soares da Costa viveu no Rio, em São Paulo e Amsterdã, onde se casou com Bill, engenheiro holandês transferido para a Ááfrica do Sul.
Kinha se dedica às tarefas de educar duas filhas adolescentes, viajar e escrever, trazendo aos conterrâneos um pouco da experiência de ser um estranho do ninho em um país do continente mais fascinante do planeta. O "diário de bordo" da matuta é um forte concorrente à leitura de cabeceira para cidadãos do mundo de todas as idades e também pode ser um bom guia para quem pretende acompanhar de perto a Copa de 2010.
Projeto de Segurança de Ipanema (PSI)
A Bem Dita! vem divulgando este projeto que tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento social do bairro por meio da participação voluntária de seus moradores. Vamos aos fatos.
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O policiamento nas praias está sendo reforçado, e programas de capacitação à corporação para mudança educacional dos policiais estão sendo elaborados.
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Bruno Pereira, responsável pelo grupo que cuida do Jardim de Alah, informa que está sendo projetada uma reestruturação da área no que concerne aos jardins, às esculturas e às treliças. As grades que margeiam o canal e outros locais deverão ser substituídas por madeira, como as do Parque Garota de Ipanema que, depois de anos, não se deterioraram. Serão incluídos no projeto eventos culturais de baixo impacto. Está em pesquisa, junto com a iniciativa privada, a possível adoção da área, que tem seu ponto mais degradado em frente ao Clube Monte Líbano.
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Moradores de rua, camelôs e outros continuam sendo recolhidos e sugeriu-se que a prefeitura adote a sistema de Tolerância Zero a fim de coibir radicalmente a desordem urbana e realize as alocações dessas pessoas em vagas existentes em seus órgãos, após reciclagem profissional para garantir dignidade, cidadania e evitar a volta às ruas.
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O grupo do plano diretor reivindica que parte do faturamento dos eventos nas praias seja reservado para o Iipabacana e Copabacana, e o encarregado das faixas de conscientização avisa que as frases estão prontas, os pontos de localização, delimitados e, em breve, a população poderá vê-las.
- Ambulantes, em discussão com o projeto, concordam que a legislação sobre suas atividades deve ser mais bem elaborada para que todos possam cumpri-la.
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O grupo da Praça Gen. Osório está realizando projeto para sua revitalização e reinvidica maior fiscalização da Feira Hippie. O PSI sugere que os comerciantes ajudem na manutenção da praça, já que usam esse espaço público e são responsáveis, em parte, por sua degradação.
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Em função das novas estações do Metrô que serão inauguradas na Praça Osório e na esquina das Ruas Barão da Torre e Teixeira de Mello, o PSI reivindicou à empresa que não haja final de ponto de ônibus na Visconde de Pirajá ou em volta da praça, que a estação tenha o menor impacto visual possível na praça e que não haja comércio nem bonbonnière embaixo dos pilotis na Barão da Torre com Teixeira de Mello. Ficou combinado o seguinte:
1) não vai haver final de ponto de ônibus do Metrô em Iipanema. O ônibus vai ser rotativo, parando no ponto só para pegar os passageiros e indo embora;
2) as saídas terão de ser fechadas com grades desde a rua e cobertas de vidro (para causar menor impacto visual), porque se forem abertas as escadas se transformarão, à noite, em local para a população de rua se instalar, vendas de droga etc.;
3) não ficou acertada a questão do comércio embaixo dos pilotis. A coordenação do PSIi entende que aquele local vem sofrendo tremenda degradação há 20 anos. Agora, com a chegada do Metrô, se apresentou a oportunidade de resgatar o espaço, o que tem sido feito com a colaboração exaustiva dos responsáveis pelo planejamento da obra. O PSI acredita que é necessário rigor porque as pessoas que estão acostumadas com o ambiente de degradação, sujeira e ilegalidade vão querer continuar usando o espaço público em benefício próprio. O comércio nos pilotis, embora legal, vai ser um precedente para que se estenda pelo entorno, ilegalmente. Iignez Barreto, membro atuante do PSIi, afirma que “a prefeitura tem feito muitos choques de ordem no local e será necessária muita persistência até que consigamos tirar ambulantes, burros-sem-rabo, carrocinhas variadas, cadeiras de praia, isopores e tudo mais que degrada esse espaço público”.
Palmas para o Projeto de Segurança de Ipanema!
CRADD - Centro de Referência e Apoio às Desordens do Desenvolvimento
O Cradd teve início em 2000, a partir de uma reunião de pais, em uma escola especial, que optaram pela união ao perceberem as necessidades comuns. Em setembro de 2003, o Cradd recebeu do Ministério da Justiça a qualificação de Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Atualmente, o centro atende 14 alunos entre 5 e 46 anos, agrupados por idade, em turmas de, no máximo, quatro pessoas. A proposta é psicoeducativa, com abordagem cognitivo-comportamental, como um programa educativo especial, e a frequência é diária, em dois turnos, manhã ou tarde, e com opção pelo horário integral.
No programa estão incluídas fonoaudiologia, informática educativa, música, educação física, natação e várias atividades sociais, como aulas-passeios, atividades culturais e caminhadas. O Cradd, por ser uma ONG sem fins lucrativos, já qualificada como Oscip, é dirigido até hoje por pais de alunos e ex-alunos. A principal característica é a proximidade com as famílias, que funcionam como coterapeutas em todo o processo. Por ser uma instituição pequena, o diálogo entre pais, professores, coordenação e direção é bem simples e direto. A meta, a médio prazo, é direcionar melhor o trabalho, visando a parcerias, tornando o curso de formação um pulverizador de informações sobre o autismo e equipando melhor a escola.
A falta de um corpo docente mais bem-capacitado impede que a dita inclusão escolar ocorra de maneira realmente eficiente. É por isso que a meta, a longo prazo, é estabelecer uma escola especial que inclua alunos regulares, em que o dimensionamento das turmas esteja focado na “capacidade de absorção” do aluno especial, minimizando ao máximo os efeitos traumáticos que se vê na inclusão praticada (ou tentada) segundo o modelo da lei. Outra preocupação é que todo o corpo profissional da escola esteja capacitado para atender as necessidades especiais dos “diferentes”, algo difícil de ser conseguido dentro da rede regular de ensino.
Segundo Caroline Kwee, diretora-geral do Cradd, o Rio de Janeiro é fortemente influenciado pela ideia de inclusão. “Muito reforçado pela atual legislação, que torna a inclusão uma obrigação e foca apenas um lado. Portanto, se procurarmos por números conseguiremos constatar que existem atendimento educativo e assistência especializada para todos os autistas do estado e município. Porém, na prática, ainda encontramos desde divergências etiológicas, que modificam a linha de conduta do tratamento, passando pelo término das escolas especiais, até profissionais pouco qualificados, muita desinformação e um tipo de atendimento oficial que beira as raias do inócuo se comparado com os de países de ponta. Essa realidade ainda leva, como na educação regular, à procura de atendimento fora da esfera oficial, pois é onde as práticas se aproximam das melhores do mundo.”
O Cradd mantém um convênio informal com a Parkdale Elementary School de Montreal, no Canadá, escola da rede regular de ensino que possui duas salas de educação especial para autistas. Os alunos especiais se integram à rotina da escola nas atividades extraclasse (educação física, refeições, apresentações artísticas, visitação de lugares públicos, compra de mercadorias em mercados, feiras, livrarias etc.) mas têm sua educação acadêmica e comportamental fortemente estruturada nas salas (uma para crianças de 6 a 9 anos e outra de 10 a 12 anos, que compreende a faixa etária da educação elementar do sistema canadense). Além dos alunos, um sem-número de pessoas se beneficia dessas atividades ao conhecer as características dos portadores de necessidades especiais, tornando-se, assim, agentes facilitadores da inclusão.
Se você quiser ajudar, pode. O Cradd se mantém majoritariamente com as contribuições dos pais dos alunos atendidos, e cerca de 15% do orçamento provém de outras fontes. Atualmente, trabalha-se para incrementar essa parcela, a fim de que possam atender também alunos com pouco ou nenhum recurso financeiro. O suporte financeiro regular, governamental ou privado, é uma necessidade. O estímulo e acolhimento do voluntariado, de forma regular, contínua ou pontual, por meio de serviços como atendimento especializado, aulas e palestras para o público interno e externo ou confecção de material acadêmico, é parte integrante de seus objetivos.
CRADD
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