
O período denominado Barroco ocorreu de meados do século XVI até o século XVIII. Foi inspirado no fervor religioso e na passionalidade da reforma católica. Esse período vai de 1580 a 1756.
Arquitetura, escultura, pintura e todas as belas-artes serviam de expressão ao Barroco nos territórios onde ele floresceu: Espanha, França, Iitália e Portugal, os países católicos do centro da Europa, e a América Latina.
Durante o século XVII, as marcantes e ameaçadoras ações da Iinquisição inibiram pensamentos, manifestações culturais e impuseram a austeridade.
Contrariamente à arte do Renascimento (do século XIII ao século XVII), que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos; a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas.
A escola literária barroca é marcada pela dualidade. Antropocentrismo versus teocentrismo; céu versus inferno; religião versus ciência; claro versus escuro, entre outras constantes. Contudo, não há como conceituar o Barroco simplesmente como uma retomada do fervor cristão. A grande diferença do período medieval é que agora o ser humano, depois do Renascimento, tem consciência de si e vê que também tem valor - com exemplos de estudos de anatomia e avanços científicos o ser humano deixa de colocar tudo nas mãos de Deus.
O Barroco caracteriza-se, portanto, por dualidades - um eterno jogo de poder entre divino e humano, no qual não há mais certezas. A dúvida é que rege a arte desse período. E nas emoções o artista vê uma ponte entre os dois mundos e, dessa forma, tenta desvendá-las por meio das representações.
No Brasil, o Barroco teve início em 1601, tendo como obra significativa o poema Prosopopeia, de Bento Teixeira, terminando com as obras de Cláudio Manuel da Costa, em 1768, uma introdução ao Neoclassicismo.
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, o único brasileiro considerado gênio internacional do Barroco, não poderia deixar de ser citado. Ele entrou para a história da arte a partir da descoberta do historiador e então diretor do museu do Louvre, Ggernan Bazin, que o considerava o Miguel Angelo da América Latina, tal era sua admiração pelo artista.
Aleijadinho viveu em Minas Gerais, de 1730 (data provável) a 18 de novembro de 1814. Construiu, entre tantos monumentos, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto, Minas Gerais, onde, atualmente, se encontra o Museu do Aleijadinho, criado em 1968 para reunir, conservar, preservar e difundir objetos de arte sacra e documentos gráficos de valor histórico, além de ser um pulverizador de ações para a realização de pesquisas e atividades no campo da história da arte.
O surgimento de uma nova escola
Suceder à Renascença foi uma imensa responsabilidade. A Renascença deu ao mundo mestres como Leonardo da Vinci, Miguel Angelo e Rafael, só para citar os principais nomes, expoentes da arte.
Com a Renascença, parecia que tudo havia se esgotado e nada mais poderia ser feito. Que a arte terminara. Mas não. Na intensidade dramática do barroquismo floresceram seus expoentes geniais: a escola de Rembrandt, o mestre do claro e escuro; Velasquez, El Ggrecco e Caravaggio, outro mestre das dualidades, e vários outros grandes pintores e escultores.
Assim como Leonardo da Vinci e Miguel Angelo nos apresentaram a perfeição, El Grecco, Velasquez, Rubens ou mesmo Carvaggio nos mostraram a emoção, o mistério e o misticismo. Eles evidenciaram a arte das trevas misteriosas, dos costumes e das religiões e expuseram a aflição da alma, o desenho retorcido e emocional, no qual a preocupação é que nos causa inquietação e espanto.
É uma arte de coração para coração. Não vou me alongar mais em detalhes técnicos ou em erudição. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, vejam, na página ao lado,algumas reproduções importantes.